“Arthur é um pintor na acepção clássica, figurativo, apoiado numa tradição milenar cujas vertentes ele, coerente com uma certa compreensão muito contemporânea, embaralha como quem gosta de montar quebra-cabeças desde que misturando dois ou três diferentes.”

Agnaldo Farias

A pintura de Arthur Arnold investiga a influência que a coletividade exerce sobre o indivíduo a partir da fronteira entre o pictórico e o escultórico. Sua obra não busca representar pessoas, mas a sensação de estar entre elas e o impulso de pertencimento diante da impermanência da vida. Em seus quadros, corpos são retorcidos, desfocados e desfigurados até se tornarem multidão, família, massa. Cenas cotidianas se tornam quase imateriais e ideias cristalizadas no inconsciente coletivo viram tinta nas mãos do artista.

A tensão entre presença e impermanência se manifesta de maneira radical nos materiais e ferramentas. Abandonando o arsenal da pintura tradicional, Arthur recorre a recursos da construção civil para obter uma fatura o mais bruta possível, capaz de desobjetificar o que é retratado. A argamassa, altamente manipulável, estabelece relação direta com os grupos representados na pintura gestual do artista. Seu volume e textura tornam a obra tátil, evocando a dimensão sensorial de estar entre pessoas. 

Os rastros deixados por espátulas e outros instrumentos são marcas que capturam nosso olhar e despertam a sensação de que há algo a ser reconhecido. Enquanto a argamassa transmite peso, a talagarça, de trama aberta, deixa o fundo e o próprio chassi à vista, remetendo à fugacidade da vida. Peso e leveza, brutalidade e refinamento, permanência e transitoriedade, matéria e imaterialidade se encontram, tornando a obra reflexo da complexidade das relações humanas.

“Arthur é um pintor na acepção clássica, figurativo, apoiado numa tradição milenar cujas vertentes ele, coerente com uma certa compreensão muito contemporânea, embaralha como quem gosta de montar quebra-cabeças desde que misturando dois ou três diferentes.”

Agnaldo Farias

A pintura de Arthur Arnold investiga a influência que a coletividade exerce sobre o indivíduo a partir da fronteira entre o pictórico e o escultórico. Sua obra não busca representar pessoas, mas a sensação de estar entre elas e o impulso de pertencimento diante da impermanência da vida. Em seus quadros, corpos são retorcidos, desfocados e desfigurados até se tornarem multidão, família, massa. Cenas cotidianas se tornam quase imateriais e ideias cristalizadas no inconsciente coletivo viram tinta nas mãos do artista.

A tensão entre presença e impermanência se manifesta de maneira radical nos materiais e ferramentas. Abandonando o arsenal da pintura tradicional, Arthur recorre a recursos da construção civil para obter uma fatura o mais bruta possível, capaz de desobjetificar o que é retratado. A argamassa, altamente manipulável, estabelece relação direta com os grupos representados na pintura gestual do artista. Seu volume e textura tornam a obra tátil, evocando a dimensão sensorial de estar entre pessoas. 

Os rastros deixados por espátulas e outros instrumentos são marcas que capturam nosso olhar e despertam a sensação de que há algo a ser reconhecido. Enquanto a argamassa transmite peso, a talagarça, de trama aberta, deixa o fundo e o próprio chassi à vista, remetendo à fugacidade da vida. Peso e leveza, brutalidade e refinamento, permanência e transitoriedade, matéria e imaterialidade se encontram, tornando a obra reflexo da complexidade das relações humanas.

Ver menosVer mais

Obras


Textos


Contato

Galeria Matias Brotas
Informações e disponibilidade de obras

Lara Brotas
lara@matiasbrotas.com.br
+55 27 99243-6093

matiasbrotas@matiasbrotas.com.br
+55 27 99837-2920

FRB Comunicação
Produção, comunicação e projetos institucionais

Flávia Ragazzo
flavia.ragazzo@prcomunica.com
+55 11 99960-7010

Arthur Arnold

©2026, Arthur Arnold. Todos os direitos reservados.

Privacy Preference Center